. Sintaxe à Vontade .

.  Sintaxe à Vontade  .

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

tenho (não) dito!


Eu estava pensando ... Para mim é melhor que eu não romanceio muito as coisas. Eu estava sofrendo tanto todo o tempo. Eu ainda tenho um monte de sonhos, mas eles não se referem a minha vida amorosa. Não me fazem ficar triste, é apenas o jeito que é.

É por isso que você está em um realacionamento com alguém que nunca está por perto?

Sim, obviamente, eu não poso lidar com o dia a dia de um relacionamento. É, nos temos, sabe, esse excitante tempo juntos e então ele vai embrora e eu sinto a falta dele, mas pelo menos eu não estou morrendo por dentro. Quando alguém está sempre ao meu redor, é como se eu estivesse sufocando!

Não, espera, você apenas disse que precisa amar e ser amada ...

Sim, mas quando eu sou, isso rapidamente me faz ficar enjoada! É um desastre ... Quero dizer, eu realmente fico feliz quando eu estou por minha conta. Mesmo estar sozinha é melhor do que sentar perto de um amante e me sentir sozinha. Não é fácil para mim ser uma romântica. Começa desse jeito e, depois que você foi sacaneada algumas vezes você, você esquece sobre todas as suas idéias ilusórias, e você apenas aceita a sua vida como é. Não é nem mesmo verdade, eu não fui sacaneada, eu apenas tive muitos relacionamentos blá. Eles não eram ruins, eles se importavam comigo, mas eles não eram reais ... conexão, ou excitamento. Pelo menos, não do meu lado. Deus, sinto muito. Isso é realmente tão ruim? Não é, certo? Sabe, não é nem mesmo isso, eu estava, eu estava bem até ler seu maldito livro. Ele contou meus segredos, ele me fez lembrar quão ... genuinamente romântica eu era, quanto eu tinha tanta esperança nas coisas e agora é como ... Eu não acredito em nada relacionado ao amor. Eu não sinto as coisas pelas pessoas mais. De certo modo eu coloquei todo o meu romantismo naquela única noite e eu nunca mais fui capaz de sentir tudo aquilo de novo. Como, se de alguma forma aquela noite tivesse tirado as coisas de mim e eu as expressei para você e você as levou com você! Me fez sentir fria, como se o amor não fosse para mim!

Eu .. eu não acredito nisso. Não acredito nisso.

Mas o que significa o homem certo? O amor de sua vida? O conceito é absurdo ... a idéia de que nós somente podemos ser completos por uma outra pessoa é DEMONÍACA, certo? Sabe, eu acho que já estive com o coração partido muitas vezes. E então eu me recupero. Então agora, desde o começo, eu não faço esforço. Porque sei exatamente o que acontece ...

Você não pode fazer isso. Você não pode viver a sua vida tentando evitar a dor, as custas do ...

Ok, sabe do que mais? Engula suas palavras! Eu tenho que ...
eu tenho que ficar longe de você ...








sábado, 10 de novembro de 2007

monet


Achei você no meu jardim. Entristecido. Coração partido. Bichinho arredio ... Peguei você pra mim. Como a um bandido. Cheio de vícios. E fiz assim. Fiz assim: Reguei com tanta paciência. Podei as dores, as mágoas, doenças. Que nem as folhas secas vão embora. Eu trabalhei ! Fiz tudo, todo meu destino. Eu dividi, ensinei de pouquinho. Gostar de si, ter esperança e persistência. Sempre! A minha herança pra você é o amor capaz de fazê-lo tranqüilo. Pleno, reconhecendo o mundo. O que há em si. Achei você no meu jardim ...

Mais um. Mais uma. Mais eu. O importante, diz-se, é continuar ...
Descuidada jardineira.

domingo, 4 de novembro de 2007

Finalizando [2] .

[...]

É só isso .
Não tem mais jeito,
Acabou, boa sorte!

Não tenho o que dizer
São só palavras.
E o que eu sinto
Não mudará.

Tudo o que quer me dar é demais, é pesado, não há paz!
Tudo o que quer de mim, irreais, expectativas, desleais!

Mesmo, se segure .
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha.

Há um desencontro,
Veja por esse ponto:
Há tantas pessoas especiais ...


Tudo o que quer me dar é demais, é pesado, não há paz!
Tudo o que quer de mim, irreais, expectativas, desleais!

Agora, estamos caindo, caindo,
caindo,
cair na noite,
na madrugada ...
. Um bom encontro é de dois .
cair na noite,
na madrugada ...






É na despedida que sabemos quanto tempo o tempo dura.
Quanto tempo o tempo pode custar a durar.
Qual o tempo de ser, de reconhecer e de tornar-se.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Finalizando .

[...]


Ela X Ele na Cidade sem fim


Ela não tem preço
Nem vontade
Ela não tem culpa
Nem falsidade
Ela não sabe me amar
Ela não tem jogo
Nem saudade
Ela não tem fogo
Nem muita idade
Ela não sabe me amar
Ela não saberá

Coisa de amor
De irmão
Que ela insiste e que me dá
Toda vez que eu tento
Ela sofre
Poderia ser medo
Mas como é possível?

Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será minha amada
Amadora?

Ele não tem preço
Nem vontade
Ele não tem culpa
Nem falsidade
Ele não sabe me amar
Ele não tem jogo
Nem saudade
Ele não tem fogo
Nem muita idade
Ele não sabe me amar
Ele não saberá

Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será meu amado
Amador?

Se eles não têm pose
Nem maldade
Eles não têm culpa
Nessa cidade
Eles não sabem amar
Coisas da vida ...




E como ela disse:

Pra terminar, dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar se ainda há amor em mim!



quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Olhai o sinal: ficou verde!


Perto de você dentro da tua história, eu carrego as paisagens e as miragens do além ... Digo que quebro as telhas da nossa grande construção pra durmir na amplidão (.............)

E o sol rodando vermelho ... e o sol pregado no azul ... e o sol rodando no céu ... e o sol suspenso no ar!... ar????????

Eu sou um louco de Deus, Eu sou um servo dos loucos de Deus! No fundo dos olhos, na alma do corpo, No Fogo! Fogo!








ohu, é só saudade de um momento bom de um passado recente ruim!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Dói ou alegra?

"Vago, longínquo mudo. Um instante ... acabou-se. E não podia saber se depois desse tempo vivido viria uma continuação ou uma renovação ou nada, como uma barreira. Ninguém dependia que ela fizesse exatamente o contrário de qualquer das coisas que fosse fazer: ninguém, nada ... não era obrigada a seguir o próprio começo. Doía ou alegrava? No entanto sentia que essa estranha liberdade que fora sua maldição, que nunca ligara nem a si própria, essa liberdade era o que iluminava sua matéria. E sabia que daí vinha sua vida e seus momentos de glória e
daí vinha a criação de cada instante futuro."

Estranho pensar que tudo o que penso já foi pensado, dito ou escrito por alguém. Há a necessidade de ser original, único. De onde vem a necessidade eu não sei dizer. Ela disse que não sou obrigada a seguir o próprio começo. Não sei se isso me faz bem ou me entristece. Fala da maldição da liberdade. Da liberdade intriseca a maldição. Há tempo ando pensando se todo esse tempo vivo continuação ou renovação ou nada. Você disse tudo, minha cara!
disse tudo.

Bom, na verdade é que depois de ter começado a ler suas obras, acabei por justificar quase todas as minhas ações. E isso não seria uma coisa ruim. Não é. Aprendi que, se eu não sei explicar uma determinada coisa, não tenho necessidade de explicá-la: ao explicar o que sei, corro um sério risco de minhas palavras serem mal compreendidas, ou mal explicadas. E explicar o que nem sei? explicar o que fujo? explicar o porquê da não explicação?
Calo-me ... deixo vago, longíquo mudo ...

Se uma coisa eu aprendi agora foi que simplificar demais a vida, no sentido de não complicar mesmo, é prejudicial a mim. Parece paradoxal, na verdade é. Ou eu não nasci para esse mundo ou esse mundo não nasceu para mim ou nehuma das duas coisas ...
Não fico com nenhuma das hipóteses ... deixa o verão para mais tarde ... por enquanto. Dói ou alegra?



"Vejo em alguns olhos sinceridade.
Sinto que os meus são espelho.
Mas ontem notei que os meus não foram verdadeiros.
Tentei me explicar um porquê.
Depois de muito, notei que os meus foram reflexo.
Ou fomos verdadeiramente cegos ou estupidamente sinceros.
Mas mesmo assim sonhei que necessitava dos seus olhos ... "

quarta-feira, 17 de outubro de 2007


Que terminaria uma vez a longa gestação da infância e de sua dolorosa imaturidade rebentaria seu próprio ser, enfim, enfim livre! Não, não, nenhum Deus, quero estar só. E um dia virá, sim, um dia virá em mim a capacidade tão vermelha e afirmativa quanto clara e suave, um dia o que eu fizer será cegamente seguramente inconscientemente, pisando em mim, na minha verdade, tão integralmente lançada no que fizer que serei incapaz de falar, sobretudo um dia virá em que todo o meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há de temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro! Não haverá nenhum espaço dentro de mim para eu saber que existe o tempo, os homens, as dimensões, não haverá nenhum espaço dentro de mim para notar sequer que estarei criando instante por instante, não instante por instante: sempre fundido, por que então viverei, só então viverei maior do que na infância, serei brutal e mal feito como uma pedra, serei leve e vaga como o que se sente e não se entende, me ultrapassarei em ondas, ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a incompreensão de mim mesma em certos momentos brancos porque basta me cumprir e então nada impedirá meu caminho até a morte-sem-medo, de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo.


Muito "Perto do Coração Selvagem..."